De empresária do interior a musa do Carnaval, a modelo e criadora de conteúdo Mariana Marquini vive uma fase de protagonismo e estabilidade financeira. Após ter sido vetada de um processo seletivo da Victoria’s Secret por produzir conteúdo exclusivo na Privacy, ela transformou o episódio em um ponto de virada pessoal e profissional, e hoje se consolida como uma das vozes mais expressivas sobre liberdade e autonomia feminina no ambiente digital.
Natural de Itumbiara (GO), Mariana começou sua carreira no comércio de moda, administrando a própria loja e viajando de ônibus a São Paulo para comprar mercadorias no Brás. O olhar criativo e o estilo próprio chamaram atenção até que, em 2024, foi descoberta por uma olheira e venceu o concurso Miss Goiás, conquistando em seguida o título nacional do Miss Copa do Brasil. “Eu era dona de loja, mãe e modelo ao mesmo tempo. Chegou um momento em que precisei escolher um caminho”, relembra.

Porém, em 2025, Mari passou por um episódio que mexeu com sua trajetória profissional: ela foi vetada da campanha da Victoria’s Secret. O motivo? O conteúdo que produzia na Privacy. O episódio viralizou, gerou repercussão nacional e abriu espaço para um debate mais amplo sobre moralidade, hipocrisia no mercado da moda e o direito das mulheres sobre suas próprias imagens.
“Disseram que eu não fazia parte dos valores da marca. Mas o que eles vendem é o que eu também represento: beleza, sensualidade e atitude. A diferença é que hoje eu tenho o controle da minha imagem”, afirma.
A visibilidade trouxe também oportunidades. Mãe solo de um menino de cinco anos, Mariana conta que, após a polêmica, conseguiu triplicar seus ganhos e o trabalho digital se tornou essencial para equilibrar maternidade e estabilidade financeira. “A Privacy paga a escola do meu filho e me dá a autonomia que eu sempre busquei. Foi o caminho que encontrei para sustentar minha família com o que eu amo fazer”.

Hoje, a criadora soma milhares de assinantes e atua como musa destaque de chão da Colorado do Brás, escola do grupo especial de São Paulo. Também é embaixadora do Miss São Paulo e planeja lançar, em 2026, sua própria marca de moda, retomando as origens no comércio. “Quero unir moda e sensualidade. Hoje, eu sou a minha marca”.
A história de Mariana reflete o amadurecimento de um novo perfil de criadoras, mulheres que enxergam as plataformas digitais como ferramentas de empreendedorismo e visibilidade, e não apenas entretenimento. “As pessoas ainda associam a Privacy a um nicho restrito, mas o que existe ali é espaço para criadores de todos os estilos, inclusive para quem, como eu, vê o digital como uma oportunidade de transformar a própria história”, afirma.


