Da dança à criação de conteúdo, conheça Camille Moura e sua trajetória em busca de independência

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Camille Moura sempre teve a dança como parte importante da sua vida. Nascida em Osasco e criada em Sorocaba, no interior paulista, trabalha há seis anos como dançarina, com passagens por programas de televisão e apresentações ao lado de diferentes artistas.

Mesmo com a experiência nos palcos e um público que já acompanhava seu trabalho, Camille contou em entrevista exclusiva que construir uma vida financeiramente independente era um desafio.

A remuneração na dança nem sempre correspondia ao esforço dedicado à profissão. Na época, Camille também trabalhava com estética, fazendo design de sobrancelhas e maquiagem, mas ainda faltava. Mãe de uma menina que hoje tem cinco anos, ela começou a repensar suas possibilidades e o que gostaria de construir para as duas.

Os convites do público para entrar na Privacy já existiam, mas a decisão não aconteceu imediatamente. A proximidade com a família e o receio do julgamento dos pais pesavam mais do que a exposição em si, algo com que já estava acostumada desde os primeiros trabalhos no funk.

Até que decidiu experimentar. “Eu preciso mudar minha vida. Preciso parar de depender dos meus pais, preciso criar a minha vida sozinha. Eu também tenho uma filha, então tenho que bancar, tenho que criar ela da melhor forma possível”, lembra.

Há três anos na plataforma, Camille passou por um processo de adaptação que também envolveu reconstruir sua audiência. No início, perdeu os perfis que utilizava para divulgação depois de publicações que contrariavam as regras da rede social. O episódio fez com que precisasse começar novamente a reunir pessoas interessadas em seu trabalho.

Hoje, a produção de conteúdo ocupa boa parte dos seus dias durante a semana, enquanto os finais de semana continuam reservados, sempre que possível, aos shows e às viagens com artistas. A dança permanece presente, mas tem um lugar particular na sua vida. Mesmo sendo sua profissão, Camille não a enxerga apenas como trabalho.

“É algo que me faz sentir viva. Eu não vejo a dança, na verdade, como um trabalho. Para mim, é meu hobby”, conta. É justamente por isso que pretende continuar nos palcos, mesmo com a criação de conteúdo como sua principal fonte de renda.

Com o que conquistou na Privacy, já conseguiu dar entrada em um apartamento e em um carro. Mas um dos planos mais importantes ainda está por vir: mudar-se para São Paulo. Como boa parte dos seus compromissos profissionais acontece na capital, morar mais perto dos trabalhos facilitaria uma rotina marcada por viagens e apresentações.

A relação com a própria imagem também passou por mudanças nesse período. Camille relata que enfrentou questões de autoestima e que os elogios recebidos de quem acompanha suas publicações ajudaram a recuperar parte da confiança que havia perdido. Mais do que isso, aprendeu a lidar de outra maneira com as opiniões alheias.

“Eu aprendi a lidar muito com o julgamento das pessoas e entender que a vida delas não tem nada a ver com a minha. Eu faço a minha vida, eu decido o que é melhor para mim”, afirma.

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