Ana Paula Brooke fatura R$ 100 mil no primeiro mês na Privacy: “Meu único arrependimento é não ter começado antes”

Veja como aos 46 anos a mineira transformou a confiança conquistada diante das câmeras em uma nova fase carreira
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Quando o assunto é trabalhar com redes sociais, Ana Paula Brooke é uma verdadeira veterana. A creator usa a internet como fonte de renda desde a época do falecido Orkut e, em Belo Horizonte, também trabalhava como vendedora e feirante. Ao longo dos anos, passou por diferentes redes até chegar ao Instagram, onde encontrou espaço para transformar sua personalidade comunicativa em trabalho.

A exposição do próprio corpo, no entanto, foi um caminho que ela precisou aprender a percorrer. Depois de enfrentar uma depressão, Ana Paula passou de 60 para 90 quilos e começou a ser convidada por lojas para fazer provadores plus size. Foi nesse período que começou a rever a maneira como enxergava a própria imagem.

Uma ida à praia acabou se tornando um desses momentos de virada. Acostumada a esconder a barriga com shorts e camisões, Ana Paula decidiu colocar um biquíni e se sentar na areia com o filho, que tinha dois anos na época. Uma jovem que estava no local se aproximou para elogiar sua atitude e a conversa ajudou Ana Paula enxergar o próprio corpo de outra maneira.

“Era uma menina de 20 anos que pesava mais ou menos o mesmo tanto que eu. Ela falou: ‘Nossa, eu tô admirada com a sua coragem de colocar biquíni, não tá nem ligando. E as pessoas estão te admirando, você é realmente muito bonita’. Foi a primeira pessoa que não falou comigo: ‘Você é muito bonita de rosto, por que não emagrece?’. Eu entendi que um corpo é só um corpo e que nada me impedia de fazer nada.”

A partir dali, o que antes poderia ser motivo de insegurança passou a fazer parte do conteúdo que Ana Paula produzia. Vieram os provadores de biquíni e lingerie, os desfiles e uma presença cada vez maior nas redes sociais. Quanto mais crescia, mais uma pergunta aparecia nos comentários: “Você tem Privacy?”

Ela ouviu a sugestão durante cerca de três anos sem sequer conhecer a plataforma. Até que, em 2026, um vídeo seu chegou a 18 milhões de visualizações no Instagram e trouxe cerca de 30 mil novos seguidores. Entre os comentários, muita gente dizia que ela estava deixando dinheiro na mesa.

“Muita gente comentou: ‘Você está perdendo tempo. Se só 1% dessas pessoas que estão comentando que você é bonita assinar, você vai ganhar muito dinheiro’”, lembra.

Na época, Ana Paula trabalhava de segunda a segunda entre feiras, provadores e publicidades, enquanto conciliava o trabalho com a maternidade. Ela afirma que chegava a ganhar cerca de R$ 10 mil por mês. O alcance do vídeo, somado à possibilidade de transformar aquela comunidade em uma nova fonte de renda, foi o empurrão que faltava.

“Ninguém me ajuda a pagar nenhuma conta. Aí eu falei: vou fazer o teste.”

O teste deu resultado mais rápido do que ela imaginava. Em poucos dias, já tinha mil assinantes e chegou ao quinto lugar no ranking da plataforma. No primeiro mês, faturou R$ 100 mil.

“Eu nunca pensei que ia ganhar mais de R$ 10 mil em um dia só. Era tudo tão rápido, tão prático, tão fácil”, conta.

Mas, depois do impacto inicial, Ana Paula percebeu que manter aquele crescimento dependeria também da forma como se relacionava com quem estava do outro lado. Antes de abrir o perfil, ela havia observado outras creators e começou com uma assinatura de R$ 29,90. No primeiro mês, chegou a 2,4 mil assinantes. No segundo, depois de ouvir que o valor estava baixo, reajustou para R$ 59,90.

O preço, porém, não era o que mais diferencia seu perfil. Sem equipe, Ana Paula faz questão de manter o mesmo jeito de conversar que já tem no Instagram, levando para o Chat a proximidade que sempre marcou sua presença nas redes.

“Eu converso como se eu estivesse no Instagram. Eles amam essa interação porque veem que não é um personagem que está lá na Privacy. É a mesma pessoa lá do Instagram.”

Foi essa relação mais próxima que também ajudou a transformar a própria rotina. Antes, Ana Paula passava das 13h às 22h fazendo provadores para outras lojas. Hoje, encerra as vendas por volta das 17h e dedica o restante do dia ao próprio conteúdo e ao Chat. Também deixou de depender dos provadores de outras marcas e passou a produzir para a própria loja, montada na sala de casa.

“A Privacy me deu essa liberdade financeira de não precisar trabalhar mais pra ninguém.”

A mudança não ficou restrita ao trabalho. Ana Paula passou a falar abertamente sobre a nova fase para os mais de 550 mil seguidores que reúne no Instagram, inclusive diante dos comentários sobre sua idade. Aos 46 anos, ela vê a própria trajetória como uma prova de que ainda há muito para construir.

“As pessoas me chamam de velha. Mas e daí? A vida acontece hoje. Se você ficar esperando o amanhã, você não sabe se vai viver.”

Três meses depois de abrir o perfil, com um troféu da Privacy em casa, Ana Paula já consegue enxergar onde quer chegar. O plano é que, em 2027, a criação de conteúdo seja sua principal e, quem sabe, única atividade profissional.

“Eu já me olho lá na frente e fico me vendo igual às grandes criadoras. O único arrependimento que eu tenho é só de não ter feito antes”, conclui.

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