Alexia Loren grava álbum com integrante do Sepultura após financiar carreira musical com a Privacy

Alexia Loren utilizou recursos obtidos com a monetização de conteúdo para produzir seu primeiro álbum autoral
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Durante décadas, gravadoras e patrocinadores foram praticamente o único caminho para artistas viabilizarem projetos musicais. Hoje, o avanço da economia dos criadores vem mudando essa lógica, permitindo que músicos independentes financiem suas carreiras de forma autônoma – e a trajetória da cantora Alexia Loren ilustra essa transformação.

Após conquistar independência financeira como criadora de conteúdo na Privacy, maior plataforma de monetização de conteúdo do Brasil, Alexia passou a investir na carreira como cantora solo em 2025, direcionando os recursos para a produção de seu primeiro álbum autoral, que ainda está em desenvolvimento. Até o momento, a artista lançou dois singles e se prepara para o terceiro lançamento. Um dos destaques do projeto é a música “Raça Humana“, gravada com participação especial de Paulo Xisto, baixista do Sepultura, uma das maiores referências do metal brasileiro no cenário internacional.

Sem depender de gravadoras ou investidores, a artista passou a conduzir todas as etapas da carreira de forma independente, desde a produção musical até a realização de videoclipes e novos projetos.

Para Alexia, esse novo cenário amplia as possibilidades para artistas que desejam viver da própria música. “A liberdade financeira me deu liberdade para criar. Hoje consigo investir nos meus sonhos sem esperar que alguém abra portas para mim. Eu mesma construo esse caminho”.

O álbum, que ainda está em produção, aborda temas como liberdade, identidade e quebra de tabus, conceitos que, para ela, fazem parte da própria essência do rock. “O rock não morreu. O filho do rock and roll cresceu. Ele continua se reinventando, porque a liberdade sempre fez parte da história do gênero”.

Liberdade também dentro do rock

Alexia acredita que, embora o rock tenha nascido como um movimento de ruptura, ainda existe resistência quando mulheres ocupam esse espaço de forma livre e sem seguir padrões tradicionais.

Segundo ela, parte das críticas recebidas ao longo da carreira revela uma contradição dentro do próprio universo do gênero. “Vejo muita gente criticando mulheres por se sexualizarem no rock. Eu respondo: o Axl Rose tocava de cueca. O rock and roll é liberdade. Se você está preso julgando o corpo de uma mulher, não entendeu nada sobre o que o rock representa”.

Essa percepção surgiu da própria experiência como cantora. No início da carreira, Alexia acreditava que precisava adotar uma postura mais agressiva para conquistar respeito em um ambiente predominantemente masculino. A visão mudou ao assistir a uma apresentação da cantora Pitty. “Percebi que não precisava abrir mão da delicadeza para ocupar esse espaço. Você pode subir no palco sendo quem você é”.

Da criação de conteúdo ao estúdio

Natural de Brasília e radicada em São Paulo, Alexia iniciou sua trajetória como criadora de conteúdo em 2020. Em meados de 2025, passou a investir na carreira como cantora solo utilizando os recursos obtidos com a monetização de conteúdo para viabilizar seus projetos musicais.

Ela conta que produzir um álbum independente exige investimentos elevados e relembra que enfrentou diversos obstáculos antes de concluir o primeiro single, incluindo a desistência de um produtor após receber pelo trabalho.

A parceria com Paulo Xisto marcou um ponto de virada no projeto e contribuiu para que a música finalmente chegasse ao público.

Além da carreira artística, Alexia afirma que a independência financeira também transformou sua vida pessoal, permitindo oferecer melhores oportunidades ao filho e apoiar a família.

Para ela, essa autonomia representa justamente um dos princípios que fizeram o rock atravessar gerações. “Sempre disseram que, para viver de música, era preciso esperar alguém acreditar em você. Hoje eu consigo construir minha carreira do meu jeito. Acho que isso representa exatamente o espírito do rock”.

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